Especial recordações VAVEL: André Cruz

André Cruz foi sem dúvida um dos grandes defesas que passou pelo futebol português. Para além da sua fantástica capacidade de leitura de jogo e posicionamento, o central brasileiro tinha um pé esquerdo capaz de aterrorizar qualquer adversário numa situação de bola parada. A sua capacidade de liderança foi fundamental para levar o Sporting à conquista de dois títulos nacionais.

Especial recordações VAVEL: André Cruz
Foto: desporto.sapo.pt

No melhor defesa...o ataque

André Alves da Cruz nasceu em Piracicaba, no Brasil, há 48 anos. O jovem André começou a dar os primeiros pontapés na bola no Ponte Preta, do Estado de São Paulo, tendo rapidamente chegado ao histórico Flamengo.

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Caracterizado como um central extremamente eficaz e com um apurado sentido táctico, André Cruz chegou finalmente à Europa em 1990, através do Standard de Liége, da Bélgica. Após quatro temporadas em Liége, onde conquistou uma Taça da Bélgica, o central brasileiro começou a sua aventura por Itália. Em terras transalpinas, André Cruz dividiu seis épocas por Nápoles, AC Milan e Torino.

Foto: desporto.sapo.pt
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Foi aí que as suas capacidades defensivas e tácticas se destacaram, mormente devido à natureza do futebol italiano. Para além disso, o brasileiro também ganhou nome enquanto exímio marcador de livres; André Cruz somou um bom registo de golos para um defesa central, a maioria deles através da execução de bolas paradas.

Chegar, liderar e triunfar

A maturidade do defesa canarinho chamou à atenção do Sporting no mercado de Inverno da época 1999/2000. Os leões contavam no seu plantel com centrais de qualidade, mais ainda jovens e sem a experiência necessária para levar a equipa para vôos mais altos. A chegada de André Cruz a Alvalade em Janeiro trouxe a tão necessária voz de comando no eixo da defesa leonina, papel até à altura entregue ao guarda-redes Peter Schmeichel.

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Para além disso, a chegada a Portugal não retirou eficácia ao seu temível pé esquerdo. Com efeito, André Cruz apontou cinco golos na segunda metade da época; golos alguns deles decisivos, como é o caso do tento marcado na vitória dos leões diante do FC Porto, e que lançou o Sporting para o tão procurado título de campeão nacional, quebrando assim um longo jejum.


Penalty com barreira

Dizer que André Cruz cobrava bem livres directos é nem sequer chegar perto de uma justa classificação da sua capacidade. Conta quem treinou com ele, e também quem o viu trienar, que o brasileiro marcava, em média, nove golos em dez tentativas, uma eficácia que acabou por trazer para os jogos.

Um livre perto da grande área e descaído para a direita era considerado praticamente meio-golo quando André Cruz estava em campo. Por melhor que uma barreira estivesse formada, e por muitos que fosse os jogadores que a constituíam, o central leonino encontrava quase sempre maneira de a contornar e fazer abanar as redes adversárias.

É costume dizer que os lances de bola parada decidem muitos jogos, principalmente quando há clara incapacidade de desenvolvimento de "jogo corrido". Excusado será dizer que muitos foram os jogos que André Cruz resolveu para o Sporting, desbloqueando muitos resultados a favor dos leões...um verdadeiro abre-latas.


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