Euro 2016 : O rx dos técnicos - Didier Deschamps

A poucos dias do início do Campeonato da Europa, olhamos mais de perto para os seleccionadores que irão comandar as 24 nações europeias na competição. Hoje é a vez de Didier Deschamps, treinador da selecção francesa. Depois de uma carreira recheada de êxitos enquanto jogador, agora é a vez de alcançar a glória enquanto seleccionador nacional.

Euro 2016 : O rx dos técnicos - Didier Deschamps
Euro 2016 : O rx dos técnicos - Didier Deschamps

O início, a missão, a glória

Depois de se sagrar campeão do mundo e europeu ao serviço da selecção francesa, numa carreira que incluiu ainda o título europeu de clubes ao serviço da Juventus, Didier Deschamps decidiu enverdar pela carreira de treinador. O primeiro clube do gaulês foi o Mónaco, clube que treinou entre 2001 e 2005, tendo apenas conquistado uma Taça da Liga Francesa, em 2002/2003. Os fracos resultados demonstrados ao serviço dos monegascos custou-lhe o posto de treinador no início da época 2005/2006.

Mas foi na época seguinte que Deschamps começou verdadeiramente a dar nas vistas. Em mão o francês tinha uma missão espinhosa; depois de um escândalo de viciação de resultados no futebol italiano, um caso apelidado de Calciocaos, a Juventus acabou despromovida à Serie B italiana. O gigante transalpino chamou Didier Deschamps, ex-glória do clube, para fazer regressar a Vecchia Signora ao primeiro escalão do futebol italiano, missão totalmente cumprida.

Após duas épocas de pausa, e com a cotação em alta, o técnico regressou a França, desta vez para abraçar o projecto do Olympique Marseille, disposto a terminar com a hegemonia do Olympique Lyonnais no futebol gaulês. Mais uma vez, o técnico chegou, viu e cumpriu; com Deschamps ao leme, os marselheses conquistaram o título nacional, quinze anos depois.

O mesmo actor, um filme diferente

Após o europeu de 2012, Laurent Blanc foi contratado para ser treinador do Paris Saint-Germain, abrindo assim a porta a Didier Deschamps para o cargo de seleccionador nacional. Como campeão da europa e do mundo pelo seu país enquanto jogador, o técnico sabia bem o que era preciso para fazer regressar os gauleses às conquistas internacionais.

O primeiro grande teste surgiu em 2014 no Campeonato do Mundo do Brasil. Aí a equipa francesa foi vencedora do seu grupo, acabando por cair aos pés da futura campeã alemã Alemanha pela margem mínima. Apesar da eliminação, os bleus deixaram uma boa imagem, o total oposto da catástrofe vivida quatro anos antes na África do Sul.

Chegados a 2016, a França volta a receber uma grande competição internacional, depois do mundial de 1998. Sobre Deschamps cai a responsabilidade de levar a selecção francesa à glória na sua própria casa, tal como em 98. Veremos se o técnico irá juntar mais uma missão cumprida ao seu espólio


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