"Derbys" 2015/2016: o leão rugiu sempre mais alto que o voo da águia

O último "derby" da época está à porta e este, em concreto, poderá ser muito relevante para a conquista do título. No entanto, já outros 3 confrontos entre Sporting e Benfica marcaram uma época de emoções. Hoje a VAVEL Portugal relembra-os.

"Derbys" 2015/2016: o leão rugiu sempre mais alto que o voo da águia
Foto: Facebook do Sporting CP

Este sábado, milhares rumam a Alvalade para ver mais um emocionante Sporting x Benfica, naquele que será o 4º e último confronto entre estes dois clubes na época 2015/2016. No confronto direto os «leões» levam uma vitória a 3-0, com vitórias na Supertaça, na partida da primeira volta e ainda na eliminatória da Taça de Portugal. Contudo, num jogo que poderá decidir o título, as estatísticas não passam disso e uma coisa é certa: a promessa de disputa e emoção será certamente cumprida.

Supertaça: Turma de Alvalade levou o primeiro troféu da época

Foi no quente mês de Agosto que a época de 2015/2016 se inaugurou, logo com um Benfica x Sporting a alimentar os desejos de emoção dos aficionados do futebol. As expetativas estavam altas e foi com a ambição de vencer que águias e leões entraram no Estádio do Algarve, no confronto que ditou o reencontro de Jorge Jesus com o Benfica. Com William como a principal baixa dos verde e brancos, e Luisão e Salvio como as principais ausências dos encarnados, foi o árbitro Jorge Sousa que deu o apito inicial. O Sporting começou mais forte, mas, ao longo dos 45 minutos iniciais, o Benfica equilibrava cada vez mais a partida, com o mágico Gaitán a conseguir criar oportunidades que não se efetivavam. O Sporting, por sua vez, via em João Mário e Adrien duas peças fundamentais do xadrez do técnico Jorge Jesus, com o estreante Bryan Ruiz a começar com o pé direito e a criar mesmo ocasiões perigosas para as redes de Júlio César.

Foto: Facebook do Sporting CP
Foto: Facebook do Sporting CP

Independentemente das investidas de ambas as formações, o resultado da primeira parte fixou-se mesmo no 0-0 inicial. Sem alterações no regresso do descanso, os mesmos jogadores voltaram para o campo, com o Sporting a evidenciar-se uma vez mais no domínio da posse do esférico e com trocas rápidas que deixavam o Benfica perdido. Assim, foi de encontro à corrente de jogo que o peruano André Carrillo fez metade do Estádio saltar de emoção – passava o minuto 53 quando fez a sua magia, num remate que fez automaticamente os números do marcador rodarem para o desejado 1-0. Esta situação, contudo, não foi do agrado das águias, que ganharam ímpeto na procura pelo empate, mas na mesma medida o Sporting demonstrava-se determinado em aumentar o resultado para uma vantagem mais segura.

Num golpe desesperado para reforçar o ataque e procurar o golo, Rui Vitória fez sair Samaris e colocou o recém-chegado Mitroglou, mas nem o grego foi capaz de ajudar as águias a chegarem ao empate. A Taça ficou mesmo nas mãos dos de Alvalade, que conquistaram justamente o primeiro troféu da época e, qual cereja no topo do bolo, venceram o rival que, meses antes, conquistou o título de Campeão Nacional.

Foto: Facebook do Sporting CP
Foto: Facebook do Sporting CP

Benfica x Sporting: Leão esmaga a águia na sua fortaleza

A jornada 8 da Liga NOS ditou o reencontro entre Benfica e Sporting, desta feita na casa das águias. Naquele que foi o regresso de Jorge Jesus à casa onde esteve seis anos, não houve espaço para o Benfica, que foi completamente arrasado pelo futebol claro e organizado do Sporting. Os leões começaram de forma avassaladora e o 3-0 final fixou-se logo na 1ª parte, com os golos de Teo Gutiérrez, Slimani e Bryan Ruiz a comporem o trio goleador da noite. Este resultado justifica-se, em grande parte, por um Benfica apagado e desorganizado, frente a um Sporting forte a meio-campo e com capacidade de controlar o esférico e trocá-lo entre os seus jogadores, num jogo de equipa para que as águias não tiveram resposta. É ainda importante destacar as ausências das estrelas do Benfica que, apesar de estarem em campo, nada fizeram para brilhar: Jonas e Gaitán nem foram vistos em campo, contribuindo a sua ausência em grande parte para um Benfica menos cintilante.

O treinador Rui Vitória podia ter sido mais audaz, uma vez que não apostou no desenho estratégico habitual nas partidas com equipas mais acessíveis. As substituições foram disparatadas e o técnico não soube apostar tudo na busca pela vitória, sendo grande responsável pela derrota pesada que o Benfica enfrentou em casa. Principalmente na 2ª parte do jogo, mesmo tendo em conta que o resultado já estava em 0-3, fica a ideia de que a águia poderia ter voado um bocadinho mais alto para atenuar a pesada derrota. Os jogadores regressaram das cabines desmotivados, sem conseguir criar perigo para as redes de Patrício. Estes segundos 45 minutos acabaram mesmo por não ter qualquer emoção, e a partida chegou mesmo ao fim com o resultado que desde cedo o Sporting conquistou, e que o Benfica nunca procurou verdadeiramente refutar.

Foto: Facebook do SL Benfica
Foto: Facebook do SL Benfica

Taça de Portugal: Equilíbrio que o leão superou

A Taça de Portugal trouxe mais um cenário negro para as águias, na mesma medida em que trouxe mais alegrias para os leões. O 3-0 na totalidade do confronto entre os dois clubes esta época consomou-se aqui, naquela que foi a partida mais equilibrada da temporada entre águias e leões. Na verdade, e contrariamente às duas outras partidas, foi mesmo o Benfica que começou em vantagem, com um golo de Mitroglou pouco depois do apito inicial. Rapidamente o Sporting reagiu e cresceu no jogo, equilibrando as hostes e conseguindo levar o 1-1 para o intervalo, depois de um golo inspirado de Adrien. Mais uma vez, verificava-se um leão audaz e capaz de arriscar, criar perigo, com um xadrez tático impecável, enquanto que o Benfica, embora melhor, não se encontrava da mesma forma e mais uma vez não arriscava o suficiente, com a audácia guardada a sete chaves no cofre de Rui Vitória.

Volvidos os 15 minutos de pausa as equipas voltaram, mais uma vez com o mesmo panorama tático e ofensivo. O Sporting procurava mais a vitória e, embora o jogo fosse equilibrado ao meio campo, não havia dúvidas de quem queria ganhar mais. Ainda assim, os 90 minutos regulamentares não chegaram, sendo necessário jogar mais 30 de prolongamento. Os penáltis já pareciam o cenário mais provável quando o sempre suspeito Slimani, ao minuto 112, fez das suas malandrices e deu a vitória ao Sporting, garantindo a passagem à fase seguinte da competição. Era mais uma ferida no orgulho das águias, e mais um troféu para encher o leão.

Adrien foi o autor de um dos golos // Foto: Facebook do Sporting CP
Adrien foi o autor de um dos golos // Foto: Facebook do Sporting CP

Para este sábado as expetativas, considerando este cenário, estarão sem dúvida em alta. Para além da luta renhida pelo título ambos os clubes têm outras motivações: de um lado, um Sporting que quer vencer pela 4ª vez um rival que, nos últimos anos, parecia imbatível; do outro, um Benfica que não quer manchar de novo o seu orgulho ao perder mais um embate com o rival da 2ª Circular. Os dados estão lançados e uma coisa é certa: emoção não vai faltar.


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