Poupar ou não poupar: eis a questão de Vitória sobre Renato Sanches

Deverá ou não Rui Vitória poupar Renato Sanches no jogo com o União da Madeira, tendo em vista o decisivo «derby» da próxima jornada? Aqui fica a opinião de quem se colocou, por momentos, no lugar do técnico da Luz.

Poupar ou não poupar: eis a questão de Vitória sobre Renato Sanches
Foto: AFP/Getty Images

Poupar ou não poupar Renato: eis a questão a equacionar. Deverá ou não Rui Vitória deixar de fora Renato Sanches na partida contra o União da Madeira? Deverá ou não o treinador encarnado lançar no jogo o médio dinâmico, coração táctico da equipa e principal motor da manobra das Águias? O jogador de 18 anos está a um cartão amarelo da suspensão e o dilema prende-se, naturalmente, com o peso incrível, ora do vistoso craque na equipa, ora do próximo «derby», em Alvalade, frente ao Sporting.

Se for admoestado com a cartolina amarela, hoje, Renato falhará o duelo decisivo com o Sporting e abrirá uma clareira difícil de remendar no coração táctico do Benfica; se ficar no banco frente ao União, poderá desequilibrar a manobra encarnada - sinceramente, analisando as duas opções, tenho de, logicamente, preferir, caso estivesse no lugar de Rui Vitória, a poupança do médio na partida desta noite. Porque, simplesmente, ele será bem mais essencial no jogo de Alvalade do que na partida caseira frente aos madeirenses.

Dirá o respeito pela incerteza que o craque promissor poderá fazer falta aos encarnados já hoje, mas a isso contraponho com a lógica: o risco deverá ser tido na partida que menos riscos acarreta, e essa é, sem margem para qualquer dúvida, a partida desta noite, na Luz. A isso chama-se minimizar e gerir o risco, aplicando-o quando menos ele é evidente. Jogando em casa, perante um adversário do último terço da tabela, o risco da ausência de Renato Sanches é significativamente mais baixo, já que outras opções poderão colmatá-la com aceitável proveito.

Já a ausência de Renato no «derby» será um handicap grosseiro, difícil de contornar dada a tremenda dependência que o Benfica do médio todo-o-terreno. Quem, de entre as restantes opções, poderá efectuar a posição com igual rendimento e fiablidade, numa deslocação extremamente difícil que requerirá abnegação, capacidade física acima da média e talento técnico-táctico? Sejamos sinceros: quaisquer carências que se denotem, deverão ser mais facilmente remendadas na partida de hoje do que no jogo da próxima jornada.


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