A caminho do Euro: Seleção da Itália

Os italianos estão no grupo E com a Bélgica, República da Irlanda e Suécia.

A caminho do Euro: Seleção da Itália
A seleção da Itália é uma das apuradas para o Euro 2016

O país europeu com mais sucesso no Campeonato do Mundo, com destaque para os títulos conquistados em 1934, 1938, 1982 e 2006, só foi campeão da Europa uma vez, em 1968, e precisou de uma repetição da final para bater a Jugoslávia em Roma e conquistar a Taça Henri Delaunay. Desde então, os resultados de Itália têm sido bastante irregulares: falhou a qualificação em 1984 e 1992, mas atingiu a final em 2000 e em 2012. A “squadra azzurra” venceu o grupo de apuramento para o EURO 2016 com vantagem folgada, não sofrendo qualquer derrota em dez jogos e garantindo a sexta qualificação consecutiva.

Esteve perto de acrescentar um segundo título europeu ao seu palmarés em 2000, mas o empate tardio de Sylvain Wiltord para a França levou o jogo para prolongamento, onde o “golo de ouro” de David Trezeguet destroçou os corações italianos. Houve nova desilusão em 2012, mas uma derrota por 4-0 com a Espanha dificilmente indica um encontro renhido: de facto, é o resultado mais desnivelado numa final do EURO até ao momento. Semifinalista em 1980 e 1988, a Itália apurou-se para todas as fases finais desde 1992, edição na qual foi ultrapassada pela Comunidade de Estados independentes na fase de qualificação.

Antonio Conte, um selecionador promissor

Atualmente, Antonio Conte é o selecionador, e enquanto jogador estreou-se na Serie A com a camisola do Lecce, equipa da sua cidade natal, aos 16 anos, em 1985/86, mas não foi opção regular até 1988/89, quando o clube regressou à primeira divisão, após duas épocas de ausência. Transferiu-se para a Juventus em Novembro de 1991. Passou as 13 temporadas seguintes na Juve, mais tarde descrevendo a famosa camisola preta e branca como a sua “segunda pele”. Ganhou cinco “scudettos”, a Champions, em 1995/96, e a Taça UEFA, em 1992/93, para além de triunfos na SuperTaça Europeia, Taça de Itália e Taça Intercontinental, envergando a braçadeira de capitão a partir de 1996. Internacional pela Itália em 20 ocasiões, fez parte da seleção que foi derrotada na final do Campeonato do Mundo de 1994 e no EURO 2000.

Iniciou a carreira de treinador como adjunto no Siena, em 2005, mudando-se para o Arezzo, da Serie B, na época seguinte. Após garantir a subida de Bari e Siena ao principal escalão, em 2009 e 2011, respetivamente, assinou por dois anos pela Juventus. Não perdeu tempo a remodelar o plantel e desfrutou de uma época de estreia memorável, já que os “bianconeri” ganharam o “scudetto” sem derrotas, sofrendo o único desaire da época frente ao Nápoles, na final da Taça de Itália. Foi recompensado com a assinatura de um novo contrato até 2015, guiando a Juventus até ao seu segundo campeonato consecutivo em 2013, antes de conquistar o “tri” no ano seguinte. Abandonou o cargo em Julho de 2014 e foi nomeado selecionador da Itália um mês mais tarde, num contrato válido por dois anos. Guiou a selecção transalpina até à fase final do EURO 2016.


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