MotoGP: Quais os maiores candidatos ao título de 2016?

Dia 20 arranca a temporada de MotoGP e hoje olhamos para aqueles que poderão ser os principais protagonistas numa luta que se espera bem acesa.

MotoGP: Quais os maiores candidatos ao título de 2016?
Os motores já aquecem para a nova época (Foto: motogp.com)

Em 2015, o universo de um dos maiores desportos motorizados foi testemunha de uma das épocas mais emocionantes e imprevisíveis dos últimos anos. Valentino Rossi esteve perto de vencer pela 10ª vez o campeonato mundial, perdendo-o na ultima ronda para o colega de equipa Jorge Lorenzo e o ambiente entre os pilotos nem sempre foi o melhor: Rossi e Marc Marquez foram protagonistas de uma dura rivalidade que, ao que tudo indica irá continuar pelo presente ano.

Deste modo, olhamos para, aqueles que podem ser, os mais sérios candidatos a vencer o campeonato que se aproxima, com o primeiro grande prémio a realizar-se já no próximo dia 20 de Março no Qatar.

Valentino Rossi

Aos 37 anos, Rossi é, para muitos, o maior símbolo do desporto. Detentor de nove títulos mundiais, o italiano da Yamaha é dono e senhor da experiencia em pista e seria um erro enorme não considerar as suas hipóteses de vencer mesmo tendo em conta a sua idade.

O ano passado, o «The Doctor» voltou a ser protagonista durante toda a temporada. Liderou todo o campeonato e protagonizou um duelo com o piloto Marc Marquez que chegou a dar muita polémica.

Nume entrevista à Gazzetta dello Sport, Valentino afirmou que se deixou enganar por Marquez e que, este ano, não haverá nenhum tipo de relação pessoal entre ele e o piloto espanhol.

«Deixei-me enganar por Márquez, traiu-me. Chegou a dizer-me que era meu adepto, mas era tudo mentira. Eu acreditei e pensei que tínhamos uma rivalidade madura, dando 100% em pista e esquecendo tudo fora dela. Afinal era tudo mentira. Em Assen (corrida na qual os dois corredores disputaram a vitória até ao fim, acabando com a vitória de Rossi) percebi que só se comportava como um amigo quando ganhava», afirmou. E prosseguiu: «Depois do que sucedeu no ano passado, não haverá qualquer relação pessoal, por mínima que seja. Seremos rivais na pista e lá teremos de nos respeitar».

Rivalidades à parte, não podemos negar que, após a derrota difícil de ultrapassar no ano transato, o piloto da Yamaha irá voltar com o objetivo de, mais uma vez, lutar pelo título mundial.

Jorge Lorenzo

O atual campeão mundial e colega e equipa de Valentino Rossi é, sem margem para dúvidas, um dos maiores, se não o maior candidato ao título deste ano.

Aos 28 anos, o espanhol conta já com cinco títulos mundiais, três dos quais na categoria rainha, e quer sagrar-se, pela primeira vez campeão em duas épocas consecutivas.

Nos testes de pré temporada Lorenzo foi quase sempre o mais rápido, porém a euforia não é algo que esteja presente no corredor da Yamaha.

«Posso ser o favorito, ou um dos favoritos apenas pelo facto de ser o atual campeão e ter sido o mais rápido no teste de pré época da Malásia. Porém quando a corrida começar no Qatar, vamos todos entrar com zero pontos e todos com as mesmas possibilidades, logo acabo por não ter nenhuma vantagem», referiu.

Aquando questionado sobre a forma como vê o seu colega de equipa Valentino Rossi, Lorenzo, que nem sempre teve a melhor das relações com o italiano, acabou por elogiar a determinação do colega.

«Ele está motivado e determinado para continuar a trabalhar. É certo que, aos 37 anos, não é fácil competir contra pilotos mais novos como o Marquez, eu ou o Pedrosa (piloto da Honda). Porém, nas duas últimas épocas terminou em 2º o que só prova que continua competitivo e a querer vencer o titulo», sublinhou.

Marc Marquez

Campeão na categoria rainha em 2013 e 2014 e o pimeiro piloto a vencer o campeonato de MotoGP na época de estreia. São dois dos vários factores que ajudam a provar que Marc Marquez é um dos aspirantes a vencer, pela 3ª vez (em MotoGP) o campeonato do mundo.

O piloto espanhol de apenas 23 anos é visto por muitos corredores como um dos mais rápidos, talentosos e explosivos que alguma vez correram no desporto de duas rodas.

Em 2015 Marc foi vítima de diversas quedas que o impediram de lutar por, aquele que seria, o seu terceiro título consecutivo em MotoGP e este ano, está determinado para mudar o rumo dos acontecimentos.

«A próxima época vem com novos desafios, especialmente por não termos conseguido atingir o objetivo de sermos campeões. Tenho que trabalhar mais. Lorenzo, Pedrosa e Valentino são os meus principais adversários para a nova temporada, mas nunca sabemos quem poderá surpreender-nos», afirmou.

Dani Pedrosa

Três vezes campeão do mundo mas nunca na categoria máxima. Dani Pedrosa tem procurado, todos os anos mudar esse dado. Esteve perto em 2013, perdendo o tento para Jorge Lorenzo e até então nunca mais voltou a ser séria ameaça para os pilotos de cima.

Certo é que o piloto da Honda e colega de equipa de Marc Marquez acabou a época passada em grande forma, conquistando pódios e sendo decisivo para o desenrolar do campeonato. Pedrosa quer continuar o bom momento assim que a época começar, tentado desse modo conquistar o título que tanto procura.

Apesar da vontade, Dani admite que a pré época não foi a que esperava e que ainda há trabalho pela frente.

«Estamos a trabalhar bastante para por a moto a funcionar como queremos. Não foi a pré época ideal e não conseguimos desenvolver a moto totalmente para irmos preparados para a primeira corrida», referiu.

E continuou: «As Ducati estão em vantagem, assim como as Yamaha. Temos que apressar os nossos desenvolvimentos se queremos voltar a ser 100% competitivos. Estamos um passo atrás e é importante trabalhar o mais depressa possível e bem para que possamos voltar às vitórias».

Estes são os assumidos candidatos a vencer o campeonato de 2016. Não podemos no entanto de deixar de considerar as Ducati e Suzuki que, nos testes de pré época têm mostrado que poderão ter uma palavra a dizer na próxima temporada.

Os dados estão lançados. Rivalidades vão ser vividas e gerações postas à prova. Só nos resta esperar que a temporada chegue a toda a velocidade para que possamos ser testemunhas daquele que, poderá ser, um ano histórico para o desporto.